GOTAS DE LUZ


Paz

Logo que escolhemos o caminho do amor, encontramos uma incrível sensação de paz. As palavras apenas procuram expressar a ideia, mas o verdadeiro sentir é uma experiência única. A paz vivenciada, experimentada, sentida plenamente é uma ...
dádiva. Em meio a multidões, ou na solidão de uma madrugada fria, ela se faz presente. Aconchego é estar acompanhado da sua essência, seu eu mais profundo e verdadeiro. Sermos nós mesmos é algo extraordinário. E como algo tão simples torna-se tão complicado? Angustias, aflições e a sensação do vazio podem ser completamente descartadas da nossa experiência após o encontro com nós mesmos.

O exterior é só um reflexo do que acontece dentro de nossos corações. Encontrando a verdadeira paz interior, estaremos mudando tudo. Mudando nosso comportamento, nossas atitudes, nossos sentimentos, nossas formas de lidar com as situações, afetamos todos a nossa volta, promovendo assim mudanças globais. O mar agitado de nossos pensamentos, nossos tsunamis interiores, nossos medos... Uma vez que deixam de existir em cada um, também deixam de existir em nosso planeta. Tudo se acalma.


Lições são compartilhadas a cada dia. O conhecimento está cada vez mais disponível. Agora é preciso aplicar esse conhecimento. O nome disso é sabedoria. Sejamos sábios então.


(21/08/2012)


Escrito por Roberto Mendonça Maranho às 15h52
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Histórias que não devemos contar a ninguém

Pensando em escrever sobre situações constrangedoras de nosso dia a dia, ocorreu-me que normalmente as histórias mais impressionantes sempre estão relacionadas com banheiro, dor de barriga e demais variações do gênero. Pois nesses momentos nos sentimos vulneráveis, principalmente quando ocorrem em um local que não seja nossa casa.

Lembro de um professor que contou da vez em que visitava sua namorada na casa dos pais dela. Ele teve que ir ao banheiro. Após concluir sua obra, deu a descarga. Mas a água que desceu foi insuficiente para deletar todos os arquivos que ali estavam. Era aquele sistema de cordinha, onde após puxá-la uma vez era necessário esperar alguns minutos para que o recipiente se enchesse novamente. E ele esperava sentado, já suando e impaciente. Para completar sua namorada bate na porta perguntando "tá tudo bem aí amor?". Que situação meu amigo! E a sala toda ria desse verdadeiro drama.

Comigo histórias como essa começaram logo cedo. Lembro-me de quando criança, nos tempos de pré-primário. Como foi há muito tempo os detalhes se apagaram da memória, mas lembro bem da dor de barriga e de correr ao banheiro. Lembro também que ao me aproximar da privada a hecatombe nuclear ocorreu antes de alcançar o posicionamento adequado, deixando uma montanha bem na quina! Mas isso não era nada se comparado ao que o futuro me reservava...

Uns vinte anos depois, estava já há uns dois dias com uma diarréia aguda. Tudo bem que toda diarréia é triste, mas acrescentei a palavra "aguda" para ressaltar que a coisa estava feia realmente. E foi preciso ir até o hospital. Ainda bem que essa história se passou em uma cidade grande, onde todos são cidadãos anônimos. Já dentro do hospital, após passar por um médico, seguia para outro local onde faria alguns exames. Estava em pé aguardando ser chamado, quando percebi que estava ficando tudo branco ao meu redor. Estava ficando fraco. Vi que estava prestes a desmaiar. Avistei uma cadeira de rodas que estava por perto e ali sentei. Logo tudo apagou. De repente acordo com a cadeira em movimento, algumas pessoas de branco andando rápido ao me lado e alguém dizendo "ele tá defecando, ele tá defecando!". Olhei para trás ainda sem entender muito bem o que estava acontecendo. O que vi foi um rastro marrom que acompanhava todo o percurso da cadeira. Estava literalmente seguindo aquela filosofia da vaca, "coisando" e andando!!!

É... está rindo porque não foi com você! Mas quase todo mundo já viveu alguma coisa do gênero. Por mais elegante que seja, alguma vez já foi soltar gases e ocorreu algo inesperado. Por mais nobre que seja, já precisou ir ao banheiro na casa da sua sogra. Por mais fino que seja, já teve que se conter naquelas longas feijoadas de domingo com toda a família.

Essas são histórias que não devemos contar a ninguém!

(30/07/2012)


Escrito por Roberto Mendonça Maranho às 15h50
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Política

Política, jogo de poder ou administração dos interesses coletivos? Escândalos e notícias negativas não faltam. Desanima assim o cidadão que já está cansado de uma novela que se repete a cada momento. Aí, desanimado, o cidadão diz que não gosta de política, que todos políticos são iguais. E ouvindo isso os malandros e picaretas abrem um grande sorriso. Arma perfeita para quem faz coisa errada é se misturar na multidão. Na realidade, aquele cidadão está é decepcionado. Não é que ele não goste de "política" - palavra que de tanto utilizada já perdeu seu verdadeiro sentido. Ele não gosta é de safadeza, de pessoas querendo fazer qualquer coisa para levar vantagem, passar por cima de qualquer um para aumentar seu patrimônio, sustentar luxos superficiais. O verdadeiro político, honesto, que se esforça para compreender o funcionamento de como as coisas acontecem, que busca administrar os recursos públicos de forma justa, que gasta seu tempo com encontros e conversas que podem trazer melhorias para a coletividade, que estuda projetos e busca viabilizar que sejam implementados... Esse merecia ser chamado por um outro nome. "Político" é uma palavra que virou sinônimo de ofensa. Os representantes do povo precisam de uma nova palavra que corresponda a suas verdadeiras atribuições. Não sei qual seria essa nova denominação. Mas é preciso substituir logo todos esses "políticos" por verdadeiros representantes da coletividade.


(02/07/2012)



Escrito por Roberto Mendonça Maranho às 15h48
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Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo

Levamos a vida tão a sério. Sabedoria é amar cada segundo, sorrir diante de cada detalhe, cada evento, cada lugar, cada pessoa... Sentimentos são preciosas experiências que levamos dessa aventura. Alegrias, tristezas, paixões, ilusões... Aprendizados levados conosco de volta pra casa. Aprendizados, e não reprises como um mesmo filme visto várias vezes. Cada segundo é uma nova experiência. A cada momento avançamos alguns passos. Hoje somos pessoas completamente diferentes das que fomos há algum tempo. Muitas vezes não percebemos isso, da mesma forma que um amigo que convivemos diariamente não percebe como engordamos, emagrecemos ou como ficamos mais velhos. Vendo um vídeo antigo, é fácil perceber como cada um está diferente. Mas essa mudança acontece dia a dia. Em alguns momentos, em um ritmo mais lento, em outros, em um ritmo mais acelerado. Quando encontramos alguém que não vemos há muito tempo, é mais fácil perceber as transformações. Cada um com seu novo "eu" se reencontrando e se conhecendo novamente. Alegria profunda é verificar que a caminhada valeu a pena e se perceber distante do ponto em que já se esteve um dia. Isso é crescer. Amar cada passo da jornada, independente do prazer ou dor que o momento nos traz, é a chave da felicidade. Agir segundo seu coração mandar, sem medo de estar fazendo o certo ou errado, coerente com suas crenças, com seus sentimentos, com sua intuição. Sermos nós mesmo, apenas isso. Sofrimento é tentar ser alguém que você acredita que seria o mais adequado ou que outras pessoas julgam ser o mais adequado. Esse é um caminho de dor, de violência contra sua própria consciência. Se libertar de todo julgamento, tanto de terceiros quanto principalmente os que nós mesmos fazemos, é passo fundamental para a libertação da dor. Já disse Gabriel o Pensador em uma de suas músicas: "seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo".

(24 de junho de 2012)


Escrito por Roberto Mendonça Maranho às 15h45
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O palhação

Tempos atrás estive no primeiro aniversário do filho de uma prima muito querida. Meses antes da comemoração, quando o pessoal se reunia, eu ficava agitando e dizendo que no dia da festa eu iria vestido de palhaço para divertir a criançada.


A data do evento chegou. Mesas com enfeites coloridos, bexigas, piscina de bolinha para a criançada, salgadinhos e comidas típicas de festa de criança, como aquele "rabo de gato" e o mini cachorro quente só com salcinha e molho, iguaria fantástica que não sei por que não costuma estar presente em outros eventos. E eu de calça e camiseta. Não cumpri o prometido.


Para minha surpresa e alegria, me deparo com um palhaço bem animado, vestido com todos os acessórios que esse ser provocador do riso deve usar. Ele fazia sua bagunça e divertia tanto os adultos como a criançada. E de repente, sacou uns apetrechos e começou a pintar o rosto das crianças. Logo se formou uma grande fila - grande no comprimento, mas não na altura, que não ultrapassava um metro e pouco. Então se via meninas com borboletas coloridas desenhadas em suas faces e meninos ao estilo homem aranha e outros heróis. O palhaço era um verdadeiro artista.


Após a ultima criança se levantar da cadeira, me aproximei e disse que agora era a minha vez. Alguns adultos que estavam por perto deram risada e acharam que era uma brincadeira. Mas me sentei na cadeira e o artista começou seu trabalho. Uns vinte minutos depois me levantei. Ele ainda me arranjou um mini chapéuzinho verde e um nariz redondo vermelho. Estava cumprida a promessa. Naquele momento eu era uma espécie de Palhaço Bozo só que em versão extra-grande. Aí foi só alegria, palhaçadas e fotografias.


Festa de criança acaba cedo. Por uma coincidência, naquele mesmo dia era aniversário do sogro do meu irmão. Uma pessoa muito gente boa, com quem tenho muita amizade. Já tentei uma vez pensar em qual seria o nome do parentesco entre ele e eu. A melhor ideia que me ocorreu foi o que eu sempre digo pra ele, que arrumou um genro e eu vim junto de brinde.


E seguimos direto de uma festa para a outra. Na casa dele estava rolando um jantar só para o pessoal mais próximo, sua família e seus amigos motociclistas. E fui vestido daquele mesmo jeito. Ao apontar na entrada do quintal, me deparei com vinte pares de olhos me olhando. Recuei por uns segundos. Mas logo assumi a identidade de palhaço, abri um sorriso, acenei para a galera e entrei a passos largos, caminhando rápido até o fundo, onde estava o aniversariante. Foi muita risada por todo lado. Uma homenagem a uma pessoa querida.


Um priminho da minha cunhada ficou doido com a chegada daquele palhaço, e não parava de brincar e gritar "ôh paiaçããããão"! Foi um dia inesquecível. Mas o mais legal é que, até hoje, sempre que encontro aquele menino, ele fala "ôh paiaçããããão"!

(Maio/2012)


Escrito por Roberto Mendonça Maranho às 15h44
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Laço Eterno

Dia das mães está chegando. Isso faz aumentar a saudade. Data importante, de grande alegria e celebração. Ativa nossas memórias. Parece que foi ontem quando estávamos na praia, crianças se aventurando no mar, sentindo a emoção de saltar e passar por baixo daquele grande volume de água, que vinha junto com surfistas e outras pessoas. Lá na areia o olhar sempre atento de minha mãe. Atenção focada em seus filhos, coração batendo forte, emoções fluindo por todo corpo. Sentimentos divididos entre a alegria de ver suas crias descobrindo a liberdade e ao mesmo tempo escutar seu coração batendo apertado em seu peito, com seu instinto de proteção à flor da pele.

Outras lembranças passam por minha mente. Uma folha de papel, uma casinha desenhada. E no lugar da janela, uma cartolina sobreposta ao desenho. Logo acima, os dizeres: “Veja a pessoa que mais amo nesse mundo”. Trabalho realizado no pré-primário. E naquele dia das mães o presente foi entregue. Ver minha mãe olhando para aquela casinha, abrindo a janela e dando um largo sorriso marcou aquele dia. Dentro da janela estava colado um espelho. E a pessoa mais amada desse mundo via ali sua imagem refletida.

Esse será o sétimo dia das mães de muitas saudades. Sete anos... E parece que foi ontem que estávamos sentados com os primos, tias e tios tomando café, comendo e falando sobre os mais variados assuntos.

Dia das mães é a data escolhida para essa celebração especial. Mas todos sabem que na realidade não há dia, mês ou data no calendário que represente o real papel divino desempenhado por uma mãe. Mãe é sempre mãe. Não existe passado, presente ou futuro. Não existe começo nem fim.

Mãe e filho... Laço eterno.

(Abril/2012)



Escrito por Roberto Mendonça Maranho às 15h42
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Consciência e Transformação

Eckhart Tolle, em seu livro “Um novo mundo – O despertar de uma nova consciência” (Editora Sextante), traz conceitos importantes para que possamos compreender a nós mesmos e o modo como nos relacionamos com as pessoas.



Segundo o autor, quando a palavra “eu” é utilizada na sua aplicação cotidiana, estamos na realidade tendo uma percepção equivocada de quem a pessoa é, um sentido ilusório de identidade. Na verdade, o que nos referimos como sendo o “eu”, trata-se do ego.


O ego compõe-se de pensamentos e emoções, de uma série de lembranças que reconhecemos como “eu e minha história”, de papéis habituais que desempenhamos sem saber e de identificações coletivas, como nacionalidade, religião, raça, classe social e orientação política. Ele contém ainda identificações pessoais não só com bens, mas com opiniões, aparência exterior, ressentimentos antigos e conceitos sobre nós mesmos como melhores do que os outros ou inferiores a eles, como pessoas bem sucedidas ou fracassadas.


Essa identidade ilusória se torna então a base de todas as interpretações posteriores da realidade, de todos os processos de pensamento, das interações e dos relacionamentos.


Na mente egóica existe uma percepção do eu, do ego, em todos os pensamentos – lembranças, interpretações, opiniões, pontos de vista, reações, emoções. O pensamento, o conteúdo da mente é condicionado pelo passado: pela formação, pela cultura, pelos antecedentes familiares, etc. O núcleo central de toda atividade mental consiste em determinados pensamentos, emoções e padrões reativos repetitivos e persistentes com os quais nos identificamos com mais intensidade.


Nossa história é formada por lembranças mentais e emocionais – emoções antigas que são revividas continuamente. A maioria das pessoas leva consigo uma grande quantidade de bagagem desnecessária, tanto mental quanto emocional, ao longo de toda a vida. Esses indivíduos se limitam com ressentimentos, arrependimentos, hostilidade e culpa. Seu pensamento emocional se torna seu eu e, assim, eles se apegam a velhas emoções porque estas fortalecem sua identidade.


Queixar-se é umas das estratégias prediletas do ego para se fortalecer. Cada reclamação é uma pequena história que a mente cria e na qual acreditamos inteiramente. Não importa se ela é feita em voz alta ou apenas em pensamento. Ressentimento é a emoção que acompanha a queixa e a rotulagem mental dos outros. Ele acrescenta ainda mais energia ao ego. Ressentir-se significa ficar magoado ou ofendido.


Não reagir ao ego das pessoas é uma das maneiras mais eficazes de não só superarmos nosso próprio ego como também de dissolver o ego humano coletivo. No entanto, só conseguimos nos abster de reagir quando somos capazes de reconhecer o comportamento de alguém como originário do ego, como uma expressão do distúrbio coletivo da espécie humana. Quando compreendemos que não se trata de nada pessoal, a compulsão para reagir desaparece. Outra palavra para não-reação é perdão. Perdoar é ver além, é enxergar através de algo. É ver, através do ego, a sanidade que há em cada ser humano como sua essência.


Podemos dizer que existe uma voz dentro de nossa própria cabeça, o fluxo incessante de pensamento involuntário e compulsivo e as emoções que os acompanham. Devemos estar atentos e reconhecê-la pelo que ela é: a voz do ego, não mais do que um padrão mental condicionado, um pensamento. Sempre que a observar, compreenderá que você não é ela, e sim aquele que tem consciência dela. Na verdade você é a consciência que está consciente da voz. Dessa maneira você estará se libertando do ego, livrando-se da mente não observada. No momento em que você se tornar consciente do ego, a rigor ele não será mais o ego, e sim um velho padrão mental condicionado. O ego implica inconsciência. O velho padrão mental pode sobreviver e se manifestar por um tempo. No entanto, toda vez que é reconhecido, ele se enfraquece.


Estar atento ao momento presente. Observar seus pensamentos e sentimentos. Saber que você não é o ego. Ter a consciência que você é algo muito mais profundo e divino. São essas as chaves para a verdadeira transformação.

(Março/2012)


Escrito por Roberto Mendonça Maranho às 15h40
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